| De forma a ser compatível com a beleza do lugar, o edifício surge, respeitando e repondo a ondulação do terreno através de dois planos moldáveis simulando a forma natural do solo. Temos assim o solo natural, o solo e o tecto construídos. Entre as duas lajes deformadas e desencontradas rompem elementos vegetais, tal como blocos em madeira que correspondem a diferentes funções. Ao contrário do exterior, o interior revela se tímido e, ao mesmo tempo, curioso espreitando de quando em quando a paisagem interior ou exterior. Trata-se de um percurso único, fácil, simples e organizado que faz a distinção em duas zonas distintas a zona do átrio, auditórios e pesquisa/leitura e a área da exposição propriamente dita. A primeira, assume um caracter polivalente, sem regra, com percursos aliatórios, que se diluem entre si. Pelo contrário, a área de exposição permanente é bastante mais controlada e rígida. Esta é constituída por três caixas independentes que, têm por prioridade, apelar unicamente a observação e contemplação dos poemas e aguarelas (shi ga). Por este motivo as salas se assumem neutras, homogéneas e com grande controle de luz de forma a maximizar a qualidade da arte produzida pelo autor Tomihiro. Existem entre elas, momentos de pausa, de reflexão e também comtemplação (não das telas mas sim da paisagem). Há assim um jogo de emoções, ocultando umas vezes a paisagem, disfrutando outras vezes do mundo virgem envolvente. |