AZUMA VILLAGE - JAPÃO


MUSEU TOMIHIRO OF SHI-GA

De forma a ser compatível com a beleza do lugar, o edifício surge, respeitando e repondo a ondulação do terreno através de dois planos moldáveis simulando a forma natural do solo. Temos assim o solo natural, o solo e o tecto construídos. Entre as duas lajes  deformadas e desencontradas rompem elementos vegetais, tal como blocos em madeira  que correspondem a diferentes funções.
Ao contrário do exterior, o interior revela  se tímido e, ao mesmo tempo, curioso  espreitando de quando em quando a paisagem interior ou exterior.
Trata-se de um percurso único, fácil, simples e organizado que faz a distinção em duas zonas distintas  a zona do átrio, auditórios e pesquisa/leitura e a área da exposição propriamente dita.
A primeira, assume um caracter polivalente, sem regra, com percursos aliatórios, que se diluem entre si.
Pelo contrário, a área de exposição permanente é bastante mais controlada e rígida. Esta é constituída por três caixas independentes que, têm por prioridade, apelar unicamente a observação e contemplação dos poemas e aguarelas (shi  ga). Por este motivo as salas se assumem neutras, homogéneas e com grande controle de luz de forma a maximizar a qualidade da arte produzida pelo autor  Tomihiro. Existem entre elas, momentos de pausa, de reflexão e também comtemplação (não das telas mas sim da paisagem).
Há assim um jogo de emoções, ocultando umas vezes a paisagem, disfrutando outras vezes do mundo virgem envolvente.
Fase
Cidade de Azuma, Câmara de Gunma
Uso
Concurso público
Coordenação
Nelson Marques
Colaboração
Balonas Projectos, S.A.
Ano
2001